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terça-feira, 18 de maio de 2010

Dança Folclórica Gaúcha - Parte 7

Vanera
Fonte: Sou Gaúcho
Origina-se da habanera, que é um ritmo, cubano de danças e canções, nome este dado em referência a esta capital Havana (La Habana).
Seu compasso é binário, de moderado a lento ritmo que foi se popularizar no século XIX e foi muito utilizado por compositores espanhóis e franceses.
No Brasil, influenciou não somente ritmos do Rio Grande do Sul, mas também outros, como o samba-canção.
No Rio Grande do Sul, a nossa vanera adotou nomenclaturas diversas, como vaneirinha, vanerão ou, ainda, limpa-banco.


Dançada assim, com marcação 2 e 2, nos salões do Rio Grande do Sul, dançada puladinha (no que lembra o passo do Bugio) ou arrastada, esta marcação é feita em qualquer direção.
O homem inicia com o pé esquerdo indo em diagonal; logo depois, o segundo passo é dado para frente. Entre estes dois movimentos, o outro pé desloca-se levemente em um pequeno arrastar.
Os pés partem da posição inicial já indicada nos fundamentos da postura, sendo que os primeiros passos são feitos como se quiséssemos formar um horário de dez para as duas.


Sarrabalho
Fonte: Sou Gaúcho
É uma das danças gaúchas mais características da geração coreográfica de pares soltos, com o homem parecendo perseguir à mulher, ambos castanholando com os dedos, forte sapateado, tudo de acordo com a longínqua origem ibérica.

Malambo
Fonte: Os Gaudérios
O malambo é, assim como a chula, uma dança de desafio, proveniente de nossos irmãos gaúchos platinos. Existem diversos tipos de malambo, de acordo com a região platina em questão. Os mais conhecidos entre nós são o Norteño, com passos curtos e música dividida em seções de quatro compassos musicais e o Sudeño, com passos alternados um pouco mais longos e outros tão breves quanto os do Norteño. Para quem dança, o famoso papito-pá-pá" define muito bem esse estilo de malambo quanto ao ritmo.


Existem variantes dos mais diversos tipos para o malambo, sendo que uma das mais engraçadas aos olhos do público e ao mesmo tempo uma das de mais difícil execução é a simulação da doma pelo peão, onde este finge estar montando "em pêlo" um cavalo bravio, ou caballo cimarrone, e tem que se manter em cima do lombo do animal durante seu corcovo. Quanto mais agitar os braços durante a execução dos passos, maior a habilidade do "domador" em vencer o animal. Mas é claro que essa é apenas uma das variantes existentes para a dança do malambo.

O malambo está presente em nosso meio tradicionalista sob a forma de apresentações de alguns grupos de dança, uma vez que não existem concursos dessa modalidade nos rodeios e festivais dos gaúchos Rio-grandenses, pelo menos por enquanto, pois a cada dia, têm sido mais incorporado ao nosso folclore, por sermos de uma cultura irmã proveniente.


Dança dos Facões
Fonte: Sou Gaúcho


Danças de esgrima, em que, ao invés de porretes ou bastões, se usam espadas ou facas de verdade, são registradas na Ásia, na Europa Oriental, na África muçulmana, em regiões onde se encontram aglomerados predominantemente masculinas. Cada dançarino mune-se de dois facões, afiados, e as evoluções exigem destreza, acuidade, reflexos rápidos.

Roseira
Fonte: CTG Barbosa Lessa
Uma das danças regionais onde se percebe o maior parentesco com as danças portuguesas. Consiste em uma rica coreografia onde os pares dançam ora soltos, ora de mãos dadas em ritmo rápido. Há também a execução de um namoro com gestos lentos e delicados, e evoluções com homens e mulheres trocando de pares até voltar ao original.

Milonga
Fonte: Danças Gaúchas
Segundo Câmara Cascudo, na língua Bunda, da República de Camarões, Melunga no plural torna-se Milonga, palavra que, por volta de 1829, em Pernambuco, significa enrolação, conversalhada, enredo.
Popular no subúrbio de Montevideo e de Buenos Aires ao final do século XIX é canto e dança do tipo da habaneira e do Tango Andaluz.
No Rio Grande do Sul, a Milonga foi introduzida ao som da viola que acompanhava os pajadores, logo em seguida outros instrumentos musicais foram sendo adaptados a este ritmo.
Acredito que a Milonga seja o ritmo mais romântico dos fandangos gaúchos, acho que os compositores escolheram a Milonga para declarar seus amores, seus romances.

* FORMA DE DANÇAR:
A Milonga pode ser dançada de três maneiras diferentes:
1) Milonga Havaneirada: copiando os passos da vaneira;
2) Milonga Tangueada: dançada em passos de marcha;
3) Milonga Riograndense: dançada no chamado dois e um;
Escolha a melhor forma e dance mais este ritmo dos fandangos gaúchos.


Pezinho
Fonte: Página do Gaúcho
O "Pezinho" constitui uma das mais simples e ao mesmo tempo uma das mais belas danças gaúchas. A melodia, muito popular em Portugual e Açores, veio a gozar de intensa popularidade no litoral dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

É necessário frisar que o "Pezinho"é a única dança popular rio-grandense em que todos os dançarinos obrigatoriamente cantam, não se limitando, portanto, à simples execução da coreografia.

Coreografia: Na primeira figura, há uma marcação de pés, e na segunda os pares giram em redor de si próprios, tomados pelo braço.



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Sobre o Autor:
Roger Dance é o editor do [ Mundo da Dança ] Dançarino e Coreógrafo há 22 anos na dança, agora pretende aprofundar seus conhecimentos e compartilhar isso com todos os amantes dessa Arte. Leia mais sobre o autor...
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Sobre o Autor:

Roger Dance é dançarino, coreógrafo e blogueiro. Estudioso dessa arte pretende dividir seu conhecimento, pesquisas e informações com todos os amantes da Dança. Saiba mais sobre o Autor. Siga no Twitter: @mundo_danca

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Item Reviewed: Dança Folclórica Gaúcha - Parte 7 Rating: 5 Reviewed By: Roger Dance