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domingo, 28 de outubro de 2012

Exercícios de Ponta na Dança.

Na ponta dos pés…Exercícios de ponta conferem beleza única ao ballet e são o sonho da maior parte das bailarinas. No entanto, eles aumentam significativamente o risco de lesões, e um preparo adequado é fundamental. Não existe consenso sobre o momento em que se está pronto para iniciar os exercícios de ponta, e critérios como idade, tempo de treinamento, carga horária e força muscular são frequentemente usados. Porém… muitas bailarinas têm amigas da mesma idade fazendo exercícios de ponta, algumas vezes apenas porque frequentam escolas com critérios flexíveis em relação a essa questão, e pressionam seus professores para iniciá-los; os pais, que acham o exercício bonito, pressionam os diretores das escolas; estes, para não perder os alunos, muitas vezes tentam apressar todo o processo; e os professores sofrem pressões de todos os lados e de todos os tipos para colocar seus alunos na ponta, muitas vezes precocemente.
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Em primeiro lugar é preciso entender que o corpo não amadurece da mesma forma e na mesma idade em todas as pessoas. Existe um período conhecido como “estirão do crescimento” que, apesar do nome, está associado a diversas alterações além do crescimento rápido. Nele ocorre o aumento da massa muscular, o desenvolvimento dos órgãos sexuais, o aumento dos pelos pubianos e axilares e, nas mulheres, o início do período menstrual. Observar essas características é importante na hora de se avaliar o quanto uma bailarina está pronta para iniciar o trabalho de ponta, uma vez que depois desse período o corpo se torna muito mais preparado para receber carga extra de treinamento.

Objetivo é importante!

Também é importante avaliar o objetivo de cada bailarina: se quiser praticar o ballet como recreação, sem objetivos de grandes rendimentos, a melhor opção é não realizar exercícios de ponta; e se realmente quiser fazer a ponta, é preciso que treine muito. Precisa-se também, obviamente, ter flexibilidade suficiente no pé. Ao contrario do que muita gente pensa, o corpo inteiro precisa preparar-se para fazer a ponta, e não apenas o pé.
Ao subir na ponta, a bailarina se equilibra sobre uma área muito menor do que quando está apoiado sobre todo o pé. Se não tiver força, equilíbrio e acima de tudo habilidade técnica suficiente, além de não conseguir fazer os exercícios direito, o esforço para realizá-los será muito maior e isso poderá provocar lesões.

Sapatilha de ponta.

Para realizar exercícios de ponta é preciso não apenas estar fisicamente preparada para isso mas também que se use a sapatilha adequada. Bailarinas podem ter dores não apenas no pé mas em qualquer outra região do corpo devido ao uso de uma sapatilha de ponta inadequada.
Não existe uma sapatilha de ponta que seja ideal para todas as bailarinas, a melhor sapatilha depende das características próprias dos pés, da força muscular e da experiência que a bailarina tem para dançar na ponta. Assim, a sapatilha que sua amiga ou professora achar que seja a melhor para ela não necessariamente será a melhor para você, e se uma bailarina profissional usa determinada sapatilha isso não significa que aquela sapatilha seja melhor do que as outras. 
As principais características que as bailarinas devem levar em cota na escolha da sapatilha são a altura da gáspea, a largura do Box, a largura da forma e a rigidez da palmilha. Outras características como o material das palmilhas e da biqueira, os tipos de costura e o formato do decote influenciam na estética e na durabilidade da sapatilha, mas não devem ser os fatores prioritários na escolha.

A largura do Box e a largura da forma dependem das características anatômicas do pé. Uma sapatilha muito larga fica solta e todo o apoio de peso é transferido para a ponta dos dedos, facilitando o aparecimento de lesões; uma sapatilha muito apertada facilita o desenvolvimento de deformidades no pé e dificulta a realização de certos movimentos. A altura da gáspea e a rigidez da palmilha conferem a rigidez da sapatilha; uma sapatilha muito rígida exige maior esforço muscular para exercícios de eleve e releve, e uma sapatilha muito flexível pode não dar a sustentação adequada ao pé na ponta.

Diferentes tipos de dança podem também exigir diferentes tipos de sapatilhas. Danças que envolvem muitos saltos exigem maior flexibilidade da sapatilha, e danças como um pás-de-deux ou que apresentem muitos giros e movimentos mais lentos exigem sapatilhas mais rígidas e que sustentem melhor o pé.
A bailarina precisa, desta forma, entender que existem uma série de características das sapatilhas além da estética e da marca que devem ser levadas em consideração, e uma sapatilha adequada pode tanto melhorar a técnica como prevenir o aparecimento de lesões.

Mais informações sobre o trabalho realizado pelo Dr João Hollanda em relação às lesões na dança em www.lesoesnadanca.wordpress.com
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Sobre o Autor:

Roger Dance é dançarino, coreógrafo e blogueiro. Estudioso dessa arte pretende dividir seu conhecimento, pesquisas e informações com todos os amantes da Dança. Saiba mais sobre o Autor. Siga no Twitter: @mundo_danca

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