5 Coisas que você deve saber sobre Aulas Particulares de Dança de Salão


Na era da globalização cada vez mais vemos pessoas buscando produtos e serviços personalizados. Seja por fuga aos padrões que sufocam ou pela carência de sermos tratados como indivíduos únicos em nossas necessidades e anseios, o fato é que a dança não fica de fora deste cenário e, mais especificamente, nas danças de salão, é comum a procura por aulas particulares.

Para ajudar você a tirar o melhor proveito deste formato personalizado de aula, conversamos com três professores de danças de salão de escolas que fazem parte do Guia Dança em Pauta: Alexandre Mello, do Bon Vivant Studio de Dança, em Florianópolis; Renato Zóia, da escola iDance, em Curitiba; e Wallisson Melquisedec, da T&W, em Maceió. Com base no conhecimento deles elencamos algumas informações importantes para quem busca este serviço.

1. ESCOLHA DO PROFISSIONAL

Este sempre será o item número 1 em todas as matérias sobre ensino que você encontra postadas no Dança em Pauta. Profissionais capacitados são a garantia de um trabalho bem feito em qualquer área e, na dança, não é diferente. Lembre-se sempre que seu professor é a pessoa encarregada de sua integridade física durante as aulas. Procure saber sua formação e experiência profissional e, se tiver dúvidas, não hesite em perguntar! Para um aluno iniciante, aulas com um profissional despreparado para o ensino da dança, podem gerar prejuízos que serão sentidos com o tempo. “É como se o aluno fosse mal alfabetizado. Um aprendizado com lacunas faz com que o aluno não dê conta de conhecimentos que ele vai precisar mais a frente”, explica o professor Wallisson Melquisedec, da T&W, em Maceió.

2. UMA ALTERNATIVA PARA FALTA DE TEMPO

A possibilidade de flexibilizar o horário das aulas de acordo com a agenda de compromissos de cada aluno é uma das grandes vantagens deste formato de ensino. O professor Alexandre Mello, que atua com danças de salão há quase 30 anos, comenta que o perfil de seus alunos, cujos horários de trabalho variam muito, o levou a priorizar as aulas particulares de dança de salão em sua escola, inaugurada em 2015, em Florianópolis.

O espaço, em que os alunos têm vista privilegiada para o mar, já traz no nome sua filosofia de trabalho, Bon Vivant Studio de Dança. “O Bon Vivant não é aquele que não faz nada da vida, é o que sabe trilhar um caminho para estar de bem com a vida. A falta de tempo não pode servir de desculpa para deixar de praticar uma atividade que te dá prazer e, consequentemente, mais qualidade de vida. Pra isso existem as aulas particulares”, comenta Alexandre.

3. VELOCIDADE DE APRENDIZAGEM

Para aqueles que possuem mais dificuldade no aprendizado da dança, a aula particular é o melhor caminho para ultrapassar barreiras iniciais. “Nem todos absorvem da mesma forma as informações passadas nas aulas em grupo. Na aula particular o professor pode observar a dificuldade específica daquele aluno e transmitir a informação da maneira mais adequada para ele.

Desta forma, aquilo que ele faria razoavelmente na aula em grupo, pode fazer muito bem na aula particular”, relata o professor Renato Zóia, da escola Idance, em Curitiba. Já para uma pessoa com facilidade de aprendizado, ele ressalta que um mês de aula particular pode equivaler a dois meses ou até mais de aula em grupo, de acordo com cada aluno.

4. DANÇAR É MAIS DO QUE APRENDER PASSOS, APROVEITE A ATENÇÃO EXCLUSIVA DO PROFESSOR PARA TRABALHAR OUTRAS HABILIDADES

Conexão com o par, condução, musicalidade. Estas são algumas habilidades inerentes a um bom dançarino de salão e que podem ser trabalhadas de forma muito eficiente nas aulas particulares. “O professor precisa ter certa maturidade profissional e sensibilidade para perceber o que o aluno quer e, dentro disso, harmonizar com o que ele precisa de fato, porque muitas vezes estas duas coisas não combinam”, explica Renato.

5. MESCLAR AULA PARTICULAR, AULA EM GRUPO E PRÁTICA NOS BAILES É A FÓRMULA PERFEITA!

Embora a aula particular tenha inúmeras vantagens para o aprendizado, os três professores foram unânimes em afirmar que cada formato de aula tem suas vantagens específicas e que, quando combinadas a prática nos bailes, são a tríade perfeita para o aprendizado. “Costumo brincar com meus alunos comparando as danças de salão com idiomas. Como alguém vai falar em alemão com o outro que só fala chinês? É preciso um ponto em comum, que no caso da dança de salão é a técnica. Posso dançar tango com qualquer pessoa no mundo se tiver aprendido a técnica, no entanto, é necessário exercitar esta linguagem e para isso é preciso ir aos bailes e dançar”, ressalta Wallisson.

Por fim, seja qual for o formato de aprendizado escolhido por você, aulas de dança de salão particulares ou em grupo, o que importa é aproveitar os benefícios que a dança a dois pode lhe proporcionar! “Sempre acreditei na dança como um caminho para o bem estar e este encontro consigo mesmo. Temos vários casos de alunos que reformularam suas vidas com a prática da dança de salão. Passaram a sair pra dançar, se relacionar com mais pessoas, porque a dança a dois tem este viés social”, conclui Alexandre.

Fonte: Dança em Pauta


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Sobre Roger de Souza

É dançarino, coreógrafo e blogueiro. Autoditada e estudioso dessa arte, pretende dividir seu conhecimento, pesquisas e informações com todos os amantes do Mundo da Dança. Saiba mais sobre o Autor.