Balé da Cidade de São Paulo retorna ao Municipal com “A Sagração da Primavera”


No dia 04/04, às 20h, o espetáculo que marcou o cinquentenário do Balé da Cidade de São Paulo, A Sagração da Primavera, retorna ao palco do Theatro Municipal de São Paulo. A nova temporada terá ao todo oito apresentações: dias 05, 06, 11, 12 e 13, à 20h, e dias 07 e 14, às 18h.

Em sua montagem original, A Sagração da Primeira, trata do ritual ao deus da primavera. A composição de Igor Stravinsky, coreografada por Vaslav Nijinsky, teve uma estreia tumultuada em 29 de maio de 1913 no Théâtre des Champs-Elysées, em Paris, quando desafiou as convenções estéticas devido a uma música ritmicamente complexa e uma coreografia provocante.

Com ideia e conceito geral criadas pelo diretor artístico da companhia Ismael Ivo e por Marcel Kaskeline, profissional que também assina a cenografia do espetáculo, a produção que reestreia no Theatro Municipal se distancia da montagem original ao propor uma reflexão atual das questões ambientais. Em todo o espetáculo, pétalas de rosa cairão. O fluxo se intensifica à medida que a Sagração se desenvolve. “A beleza que se introduz com uma suave chuva de pétalas, dá lugar a uma tempestade, num delírio incessante e incontrolável. Os bailarinos passam a ter muita dificuldade para dançar e o que era bonito, vira uma tortura. Funciona como uma metáfora e uma forma de alarme ao desequilíbrio das condições ambientais”, afirma Ismael Ivo. Ao todo, são 650 mil pétalas artificiais revestidas de veludo que caem e enchem de beleza o palco do Theatro.


Balé da Cidade de São Paulo em cena de A Sagração da Primavera”. | Foto: Fabiana Stig/divulgação
Embalados pela música intensa e tribal de Stravinsky, que será tocada pela Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (OSM), os bailarinos executam uma coreografia que remete ao primitivo, mas é ao mesmo tempo sensual. “Tivemos o Gustav Mahler que usou uma orquestração enorme, mas o Igor Stravinsky levou isso a outra dimensão, porque além da quantidade de músicos, tem a variedade de instrumentos que utiliza, como as tubas wagnerianas. Isso porque ele quis criar uma sonoridade ultra-agressiva, que soasse moderna, inovadora, jamais ouvida antes para fazer referência a um sacrifício”, explica o maestro titular da OSM, Roberto Minczuk.

No prólogo dos espetáculos, os bailarinos executam uma performance ao som de Fire and Frost Pattern, de Andreas Bick, por 15 minutos. Por meio da composição, é possível ouvir sons que remetem a atividades vulcânicas e degelo.

NOVIDADE

Após as comemorações dos 50 anos, em 2018, o Balé da Cidade de São Paulo já está iniciando a montagem de um espetáculo inédito, com estreia ainda no primeiro semestre deste ano.

O que: A Sagração da Primavera – Balé da Cidade de São Paulo
Quando: 04 a 14/04
Onde: Theatro Municipal de São Paulo
Quanto: de R$ 12,00 a R$ 80,00
Ingressos: bilheteria do teatro | eventim.com.br


Sobre Roger de Souza

É dançarino, coreógrafo e blogueiro. Autoditada e estudioso dessa arte, pretende dividir seu conhecimento, pesquisas e informações com todos os amantes do Mundo da Dança. Saiba mais sobre o Autor.