6 dicas de como prevenir lesões na Dança


A equipe de saúde artística do Australian Ballet se tornou uma referência em todo o mundo. Enquanto as fraturas por estresse nos pés e as artroscopias do quadril são comuns em outras partes do mundo do ballet, o The Australian Ballet não tem nenhuma há mais de uma década.

A Dra. Sue Mayes, principal fisioterapeuta da empresa desde 1997 e diretora da equipe, desenvolveu uma abordagem baseada em pesquisa que agora está sendo incorporada por outras empresas.

Confira algumas das preciosas dicas do Australian Ballet:


1. Trabalho sobre resistência da panturrilha

Nos primeiros dias do programa médico da empresa, Mayes e sua equipe examinaram todos os dançarinos para obter uma imagem completa de suas forças e fraquezas físicas.

"A única coisa que parecia ter algo a ver com lesões era a resistência da panturrilha", diz ela.

2. Limite de alongamento

O alongamento passivo podem te fazer se sentir bem no momento, mas também podem estar impedindo que você atinja todo o seu potencial. "Seu corpo deve ser uma mola, não um chiclete flexível. Se você passar o dia desenrolando todas as partes do corpo, estará esgotando-o", diz Mayes.

3. Não ignore as dores

Dados de pesquisas e lesões levaram a equipe do Australian Ballet a perceber que, antes de uma fratura por estresse, os membros da empresa costumavam reclamar de cãibras nos pés. Sapatilhas de ponta muito apertadas podem aumentar o problema.

"Educamos os dançarinos a não ignorá-lo: esses músculos podem ser fatigantes e não sustentar os ossos o suficiente", diz Mayes. Ela recomenda que os dançarinos sejam avaliados imediatamente, pois uma carga de trabalho modificada por uma a duas semanas pode ser o suficiente para evitar lesões e voltar à força total.

4. Cuidado com o Barra durante a recuperação

A dissertação de doutorado de Mayes focou no quadril e mostrou que os achados da ressonância magnética nem sempre se correlacionam com os sintomas.

Segundo ela, a barra pode agravar lesões no quadril se os dançarinos agarrarem e apertarem os músculos excessivamente. "A chave para um quadril em recuperação é manter esse fluxo e liberdade de movimento".

5. Fortalecer os músculos dos pés

A equipe do Australian Ballet ensina um exercício diário simples para atingir os músculos dos pés pequenos e complexos, que permitem aos dançarinos absorver pousos em vez de usar demais as articulações. "A principal coisa sobre os músculos dos pés é que eles lhe dão essa propulsão e saltam pelos dedos dos pés, para que você não esteja apenas aterrissando sem força", diz Mayes.

Sente-se em uma cadeira com os joelhos e os tornozelos dobrados a 90 graus e os pés apoiados no chão.

Enrole uma faixa em torno do dedão do pé, sem levantar os outros dedos.

Puxe o dedo do pé para baixo, segure-o por 1 a 2 segundos e solte-o lentamente.

Repita 10 vezes.

Depois de se acostumar com o exercício, faça o mesmo com o dedinho do pé e depois com o segundo, terceiro e quarto dedos.

6. Capacite-se com informações

Mayes, que também é pesquisadora adjunta da Universidade La Trobe, acredita na educação de dançarinos e no acesso a novas pesquisas baseadas em evidências. Todos os anos, a equipe de saúde artística recebe três horas com a empresa para ministrar palestras e apresentar a técnica adequada para exercícios como relevés.

"Os dançarinos são pessoas muito inteligentes e adoram informações", diz ela. "Vou fazer exatamente a mesma apresentação para os médicos em uma conferência e para os dançarinos."

Fonte: dancemagazine.com

Sobre Roger de Souza

É dançarino, coreógrafo e blogueiro. Autoditada e estudioso dessa arte, pretende dividir seu conhecimento, pesquisas e informações com todos os amantes do Mundo da Dança. Saiba mais sobre o Autor.